Doces memórias
Muitas memórias... lembro-me que aprendi os meus primeiros passos do tango com o pai, muitas vezes na companhia dos Barbudos. Este fez furor nos salões. Passam imagens dos mais velhos, a riscar o salão com os nossos olhos a seguir a marcação com os olhos pregados nos exímios acrobatas em que se transformavam os pés dos nossos cotas. Dos nossos guardo a mais antiga memória na casa da prima Alice, onde eu queria à força dançar com os dois até que me puseram no meio a marcar com eles o compasso. Do espectáculo o nosso querido tio Hélder com a tia Totoia, que também já no Lido ou no Cibra somava pontos e dava-nos os truques que hoje nos dão o jeito de agarrar qualquer revienga.Tenho saudades...


2 comentários:

O Profeta disse...

Um sótão cheio de lembranças
Escrevi no pó palavras sem nexo
Retirei uma cartola de uma caixa de cartão
E senti ao toque o poder da ilusão

Ilusões…
Um cavalo de pau perdido ao carrocel
Uma estola de um bicho qualquer
Uma escultura talhada a cisel

Uma foto a preto e branco
De uma mulher sem rosto
Uma janela virada para nenhum lado
Uma traquitana a imitar o sol-posto

Terno abraço

O Profeta disse...

Convido-te a conhecer um Homem de papel
Convido-te a olhá-lo num espelho de água

Boa semana

Mágico beijo