E o símbolo do poder estava no cajado
mas não percebeste.
E este era mesmo prolongamento do seu braço
e mesmo assim não percebeste.
Que com ele morreriam, tomaria vidas
de gerações feitas de feitos
e cousas menores sentidas maiores.
Viste então defender o castelo,
percorrerem montes e vales
devastar e arrasar quem se atravessou no caminho
em nome de um Deus desconhecido
que desflorou donzelas
reprimiu irmãos,fez escravos, conduziu soldados
dizimou nações
e não protegeu os seus filhos
sobretudo os que defenderam a causa maior
a do cheiro de uma terra que sentiste tua
e acreditaste pertença de filhos e filhas (des)iguais.
Mas que em nome de causa maior
arrancaste de ti a coisa tua junto com a pele
para viver a dor da carne viva em cada dia
em terras de ninguém que diziam tuas.
Então ergueste o muro de cor insano
inventaste silêncios de grito por causas insentidas
com nomes de dignidade e de direito de uso e de zelo
exigiste razões e desconcertos
até esbarrares na fronteira.
aqui te quedas agora a reinventar o certo
balanças no limbo de penas e jugos
e descobres que nem três gerações conseguem
transpor a diferença que sentes igual
percebes então agora
somados valores,apelos, e amores
quando chegada a hora da esperança acerto e luz
novos cheiros a caju em vida renovada,
ergue-se apenas a taça de sangue de cor
agora meu irmão, não tens escolha...

1 comentário:

Adolfo Payés disse...

Todo un placer volver a leerte..

Después de mi ausencia es estupendo volver a leerte...

Un gusto disfrutar de tus letras.

Un abrazo
Saludos fraternos..