Foram doze dias intensos a colar pensamentos amarelecidos. não passou do outubro.
alguns um pouco desfeitos, outros mais maduros e ainda outros ainda com a força quase juvenil.
colei-os num folego como temendo perdê-los.
entretanto, outros já se sobrepuseram e recoloriram as nossas vidas.
já vivemos revivemos, sonhamos e desonhamos. muitas colagens haverá ainda que trabalhar pois já somam tantas.
estas fazem parte de nós e desta vivência que sempre surge nas conversas dos almoços de dia inteiro a entrar pela noite, com os choros e gargalhadas cristalinas dos bebés, os gritos da miudagem os muxixos, mugimos, ou curibota a preencher o ambiente, sempre com a música de fundo garantida pelo eleito de sempre a quem já cabe o estatuto.
aqui longe do sul estica-se o mais que se pode o verão no quintal, para se comentar debaixo do abacateiro que se fala nunca mais dar filhos mas que tem boa sombra sim senhor. dos frutos que de jeito só mesmo o limoeiro. mas com justiça, a goiabeira até se esforça, o sabor dos seus frutos faz-nos transportar, embora não consiga encher a palma da mão do bebé mais novo. nascem mesmo em miniaturas.
quando não dá mais para inventar o sol e os mais velhos já não podem aguentar lá fora temos que eleger a sala maior. transportar o maior número de cadeiras e até inventar com tábua e dois dois ou três bancos de base a fazer de banco corridos que dá sempre para mais. as cadeiras de verdade ficam para os mais velhos.
e renovamos votos, recomendamos, ouvimos, chamamos à razão, damos satisfação, discutimos e celebramos os dias.

1 comentário:

Adolfo Payés disse...

Un beso
Siempre es un placer leerte

Un abrazo
Saludos fraternos

Que tengas una semana excelente.